10 de ago. de 2007

Comemoração do Dia do Estudante; 10/08/2007
Parabéns aos nossos Estudantes
Pranto da Terra Terra! Que chora. Terra! Que os homens devora. Terra! Que está aos prantos, pois os homens devoram seus bosques e seus campos. Terra! Que está a lamentar por tanto lixo nos seus rios, lagos e mar. Terra! Que vai a passos largos para a destruição. Que os homens destroem com ganância e ambição. Com armas químicas, biológicas e poluição. Terra! Que no passado era um jardim. Em seus campos risonhos mais flores, em suas matas muitos animais e passarinhos. Terra minha! Terra sua! Terra da Nação! Terra que produz a vida, Terra que produz o pão! Terra que já criou muitas gerações! Terra! Que ontem se viu, hoje não mais se vê. Oxigênio, ontem puro, hoje já não se pode ter. Se não cuidar da Terra hoje, quem vai chorar amanhã será você! Itair Candido Pereira
Poema recitado por Itair na festa em Comemoração ao Dia do Estudante 10/08/2007

15 de mar. de 2006

Prezada Comunidade do Centro Estadual de Ensino
"Professora Ignês de Lamônica Guimarães"MS
Sejam todos Bem Vindos , à nossa jornada escolar de 2006. Conheça o histórico do Centro . O Centro de Estudos Supletivos foi criado em 8/12/1980, com sede na rua Elvira Coelho Machado, hoje nº 544, no bairro Miguel Couto em Campo Grande, MS.

A escola nasceu destinada a suprir a escolarização de jovens e adultos que não a conseguiram na idade própria. Era a única escola que adotava o ensino supletivo com atendimento individual em cabines. O segundo grau, hoje ensino médio, foi autorizado em 18/9/1986. A escola cumpriu função social e humana buscando superar as diferenças sociais. A mudança de nome para “Ignês De Lamônica Guimarães” foi em homenagem à professora, vítima de violência, nas redondezas da escola. Leia um artigo da época.
Dá para entender?
Elpídio Reis
Aniversário da saudade . No sábado próximo ocorrerá o primeiro aniversário da saudade dos amigos inesquecíveis de Ignês De Lamônica Guimarães e seu filho Caio. Sim, aniversário da saudade. Saudade que mexe e remexe com o coração da gente. Mexe porque ninguém aceitou, não aceita nem jamais aceitará crime tão odiondo, tão covarde, tão impossível de imaginar-se, praticado por pessoas a quem o poder público pagava para servirem de defesa em favor da população. Um ano já se passou. Os amigos da Ignês e do Caio- como eu,continuam convictos de que nada aconteceu. Tudo não passou de um sonho, quem sabe pesadelo. A Ignês foi viajar- ela adora viajar- conhecer o mundo, todos os recantos da terra,ela adora a vida...ela voltará, não se sabe quando, mas voltará...O Caio está na fazenda, por isso a casa - aquele recanto da simpatia, onde sua dona sabia como poucos, receber os amigos sobretudo nos fins de tarde dos domingos, quando sua casa da Rua espírito Santo , 356, se enchia de amigos e quando havia sempre um lanche farto para emoldurar os gostosos bate- papos- está fechada, como a grama crescida, as plantas meio murchas, parecendo que chorosas pela falta da amiga inconfundível que as molhada diariamente e cuidava delas como mãe que cuida dos filhos queridos. Porque será que ainda acontecem crimes como os praticados contra a Inês e o Caio? Porque será que a sociedade liderada, conduzida por pessoas de alta inteligência e às vezes até grande patriotismo, altruísmo, disposição de acertar, de realizar o que é correto, abominando os erros, os descaminhos, os desencontros, não consegue nenhum plano de melhoria? Por que caminhamos todos rumo ao desconhecido, mas desde já sabido como menos ideal e até pior? Por que todas as criaturas de bem não se decidem a virar a mesa, gritando: basta! contra ervas daninhas, como assassinos da Ignês e do Caio? Ainda bem que a nós que ficamos neste vale de lágrimas, restou-nos a saudade, aquela saudade que a gente deseja que não nos abandone, que fique acalentando o nosso coração , exatamente como dizem aqueles versos do autor desconhecido : sodade é dô que dá/ mas não é dô de doê/ é vontade de alembrá / com vontade de esquecê/é dô de dente e machuca / mas onde dói ninguém vê /e a gente pega e cutuca/ prá não deixa de doê. Eu por mim ainda converso com a Ignês. Ouço-lhe, de quando em quando aquele riso inteligente, muito dela. Lembro-me dela sempre risonha. De quando em vez, também, vejo -a com os olhos cheio de lágrimas, no Rio, na minha casa, na sala de jantar, onde ela se reviu, um ano antes, jantando com o marido, o meu inesquecível Diogo, numa noite memorável. Poucos vezes entes queridos , que partiram para a viagem final, continuam, mesmo depois de um ano, tão vivos na memória da gente, como a Ignês e o Caio. Por que a vida é sempre assim ? Alguém consegue entender? O CES passou a ser designado Centro de Estudos Supletivos "Ignês De Lamônica Guimarâes em homenagem à professora brutalmente assassinada juntamente com seu filho nas imediações do Centro.
É por acreditar que a educação é a única maneira de mudar o perfil da nossa realidade social que nós professores nos colocamos à disposição e daremos o melhor de nós para que a inserção social continue e que a diferença cultural e econômica sejam barreiras a serem derrubadas para que o planeta Terra seja melhor .
Que Deus nos abençoe!

11 de nov. de 2005

Estamos chegando ao final do ano escolar. Quantos dentre nós, podemos fazer um balanço e sentirmos diferentes do início do ano. Afinal, os pensamentos e os sentimentos paralelos e individuais do início: Será que darei conta? Será que serei capaz de aprender? Haverá tempo para frequentar as aulas? E os trabalhos, como irei fazê-los? Foram aos poucos superados, um cantinho dizia, sim ...você dará conta. Como dizia o poeta, o caminho se faz ao andar... Andando, realizando, inter relacionando , você criou caminhos neuronais e aprendeu... Alguns já fazem vestibular...continuarão a caminhada para a insersão na comunidade universitária. Outros, terão algum tempo ainda nesta escola, mas o degrau agora é mais alto. Realizamos as tarefas do ano , aprendemos uns com os outros e neste ano de tantos desafios coletivos na ética e moral, procuramos ser, seres humanos, com mais consciência e conhecimento formal, fizemos a nossa parte . A sabedoria trouxemos de casa , do berço, das atitudes de pais, avós, amigos , professores. A escola sente-se grata por compartilhar este ano de vida com todos.
Professora da Sala de Tecnologias Celeste de Oliveira